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Como funciona cobrança do imposto de renda?

Muitos brasileiros não conhecem esse assunto a fundo, mas é essencial saber como são cobrados os tributos do Imposto de Renda, para evitar surpresas com o Leão.

O que é o imposto de renda?

O Imposto de Renda é uma prática comum em vários países, portanto, essa não é uma exclusividade do Brasil. Conforme o nome indica, ele é um tributo que é pago ao governo de acordo com a renda que foi obtida pelo contribuinte ao longo do ano.

É imprescindível estar sempre de acordo com o que a Lei determina em relação ao Imposto de Renda, já que a ausência de sua declaração pode ter implicações sérias no futuro ou impedir a restituição dos valores devidos.

Porém, muitas pessoas deixam de fazê-lo não por má fé, e sim por não entenderem muito bem como funciona esse processo.

O valor desse imposto varia de acordo com uma série de fatores, como renda arrecadada durante o ano, quantidade de dependentes e gastos médicos e com educação, entre diversas outras. Por isso, é importante conhecer esse assunto ao máximo, para não ter problemas no futuro.

Esse parece ser um assunto muito complicado, mas não é tanto assim: basta saber o que entra no cálculo e o que pode ser deduzido. Assim, a cobrança de Imposto de Renda não será um assunto que tirará suas noites de sono.


Cobrança do imposto de renda é tão complicada quanto parece?

À primeira vista, esse pode parecer um assunto muito complicado. Mas, todos os assuntos com os quais nos deparamos pela primeira vez trazem algumas complicações, o que não poderia ser diferente com o Imposto de Renda.

Uma das coisas mais importantes em relação ao Imposto de Renda é que ele conta com 5 faixas de tributação diferentes, de acordo com a renda do contribuinte. Esse valor, que é levado em consideração para a cobrança de Imposto de Renda, é chamado de base de cálculo mensal.

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Como funciona a base de cálculo mensal do IR?

Essa base de cálculo é dividida em 5 faixas:

  • até R$ 1.903,98; de R$ 1.903,99 a R$ 2.826,65;
  • de R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05;
  • de R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68
  • acima de R$ 4.664,68.

A primeira faixa é isenta de impostos, enquanto as outras contam com 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%, respectivamente.

Assim que você vê essas alíquotas de juros, pode ser que se espante: será que o Leão vai abater todo esse valor da sua renda? Felizmente não, já que existem vários fatores que podem diminuir essa porcentagem.

O primeiro deles é a parcela dedutível do imposto, que já está

 

 na própria tabela das alíquotas. Das 5 faixas salariais, apenas uma delas não conta com o valor dedutível, que é a primeira faixa, na qual não incidem impostos. Nas outras, respectivamente, deve ser feito um desconto de R$ 142,80, R$ 354,80, R$ 636,13 e R$ 869,63, respectivamente.

Outro ponto que também implica em descontos é a existência de um dependente, que abate R$ 189,59. Não existe um limite, desde que se comprove a legalidade da dependência.

Imposto de renda: exemplos práticos

A teoria ajuda bastante no entendimento, mas ver os valores na prática faz com que a compreensão da cobrança de Imposto de Renda seja ainda maior. Confira os 3 exemplos a seguir:


Renda de R$ 1.500 sem dependente

Aqui é bem simples: como a renda mínima para a incidência de impostos é de R$ 1.903,99, qualquer valor abaixo deste não implica na cobrança do Imposto de Renda. Portanto, quem se enquadra nessa situação não precisa pagar nada.

Renda de R$ 2.400 com 3 dependentes

Caso o trabalhador tenha um salário de R$ 2.400,00 e tenha três dependentes (esposa e dois filhos, por exemplo), então podem ser descontados R$ 568,77. Deduzido esse valor, o total da renda tributável passa a ser de R$ 1.831,23, que está abaixo do valor mínimo para tributação. Portanto, também não há a cobrança de Imposto de Renda.

Renda de R$ 4.000 com 2 dependentes

Por fim, caso o trabalhador tenha uma renda tributável de R$ 4.000,00 e tenha 2 dependentes, então a renda utilizada para o cálculo passa a ser de R$ 3.620,82, que se enquadra na terceira faixa, que incide um desconto de 15% do valor.

15% de R$ 3.620,82 resulta em R$ 543,12. Porém, como existe uma parcela a se deduzir desse valor, de R$ 354,80, de acordo com a faixa da base de cálculo, então o valor final é de R$ 188,32.

 

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Existem outras formas de dedução de impostos?

Sim. É importante ressaltar que esses cálculos foram feitos de uma forma “simplificada”: não foram levadas em consideração outras formas de dedução de impostos, como planos de saúde, mensalidades de escola e desconto do INSS no salário de trabalhadores formais, por exemplo.

Outra ótima alternativa para essa dedução é a opção por um plano de previdência privada, que também é excelente para ter uma aposentadoria mais segura e confortável, que não dependa apenas da previdência social.

Depois da explicação de como funciona a cobrança de Imposto de Renda e da exibição de alguns exemplos práticos, ficou muito mais fácil compreender esse assunto. Viu como não é aquele bicho de sete cabeças que você talvez imaginava? 

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