Antigamente, a castração de animais era vista como um procedimento cruel, porém, hoje em dia, muitos já sabem dos benefícios que o procedimento traz tanto para o pet quanto para o dono.
Quer saber mais sobre essa cirurgia? Continue a leitura!
Em termos técnicos, a castração é a retirada das gônadas dos animais, locais das células produtoras de hormônios sexuais. Assim, a produção desses hormônios é interrompida.
Esse procedimento é uma medida muito importante para o controle populacional tanto de cães quanto de gatos. Além disso, a cirurgia também ajuda a evitar que problemas de saúde apareçam nos pets, como tumores mamários, de próstata e de testículo.
Alguns estudos comprovam que as fêmeas de cachorro e de gato que foram castradas antes de seu primeiro cio têm uma chance muito menor de desenvolver câncer de mama – cerca de 90%.
E outros benefícios da castração são os efeitos comportamentais que os animais apresentam depois da cirurgia. Eles tendem a ficar muito mais calmos, menos agressivos e sem vontade de fugir.
É necessário dizer que a castração em animais é diferente das fêmeas para os machos. O procedimento mais recomendado para as fêmeas de cachorro, por exemplo, é o chamado ovariectomia que, basicamente, é a remoção do útero e ovários.
Já no caso dos machos de cachorro, a cirurgia se chama orquiectomia, ou seja, a remoção dos dois testículos do animal. Diferente da ovariectomia, que é uma cirurgia feita de forma interna e precisa de um maior tempo de recuperação, a orquiectomia é bem menos invasiva.
Ambas as técnicas de castração duram, em média, 30 minutos e apenas um veterinário pode dizer ao certo a idade para se castrar um animal, mas, de forma geral, o recomendado é que a cirurgia seja feita pouco tempo antes do pet atingir a maturidade sexual, ou seja, antes do primeiro cio das fêmeas e após o término do ciclo das vacinas pediátricas dos machos.
Devido à impressão negativa que a castração tinha, é normal que muitas pessoas tenham dúvidas sobre os benefícios que o procedimento traz. Confira abaixo os principais:
A castração também evita que o número de vítimas de abandono aumente. Além do ato ser crime, as superpopulações de cães e gatos na rua podem contribuir com o alastramento de epidemias, como acontece com a raiva e a leishmaniose, a maior zoonose existente do país.
Além disso, o procedimento facilita a vida dos pais e mães de pet, porque consegue reduzir a demarcação de território com urina que os machos costumam fazer e o sangramento vaginal das cadelas e miados excessivos que as gatas no cio têm.
É preciso garantir que os pontos estejam sempre preservados. As roupinhas cirúrgicas e o famoso colar elizabetano podem ajudar nessa missão, mas isso não impede que os pets possam achar um jeito de lamber os pontos. Por isso, é necessário estar sempre de olho.
Para evitar contaminações, é muito importante sempre limpar a sutura com o uso de um algodão limpo e o produto que for indicado pelo veterinário.
Durante os primeiros dias, é importante deixar o comedouro e o bebedouro bem mais perto da cama do pet para fazer com que os seus esforços sejam reduzidos.
Os pontos só podem ser removidos pelo veterinário na consulta de retorno após a cirurgia. Nesse dia, ele irá avaliar o estado de saúde do animal após a castração.
Assim como nós, seres humanos, os animais de estimação também estão sujeitos a alguns acontecimentos e imprevistos da vida real. Por isso, ter um plano de assistência para o pet com cuidados de rotina e emergenciais é essencial.
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