O ideal é nunca ficar no vermelho. Mas se você está endividado, não há outra saída a não ser encarar o problema de frente e buscar uma solução. Quanto mais demorar, pior. Antes de tudo, saiba que, independentemente de sua atual situação, sempre é tempo de adotar novas posturas com relação ao dinheiro e começar uma fase livre das dívidas.
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, 60,8% das famílias estavam endividadas no país em 2017. O número tão elevado revela como essa realidade está presente na maioria dos lares brasileiros. A seguir, confira as dicas da Renata Genari (organizesuasfinancas.com.br), organizadora e planejadora financeira pessoal, para resolver suas pendências e nunca mais cair em dívidas.
Ninguém gosta de ficar endividado – e menos ainda de encarar os números das dívidas. Isso é chato, dolorido e trabalhoso, mas é necessário. Muitas pessoas esperam chegar em níveis críticos para tomar alguma atitude. Se esse é o seu caso, mude sua postura o quanto antes.
O primeiro passo é descobrir o tamanho das contas a pagar. Sem essa informação, não é possível seguir adiante. Faça um levantamento e liste as pendências: boletos, carnês, financiamentos, cartões de crédito, cheque especial ou empréstimos, por exemplo.
Depois de descobrir o tamanho da dívida, é hora de entender quais são seus gastos fixos e quanto eles pesam em seu bolso. Faça uma planilha com todos os custos mensais (aluguel, condomínio, supermercado, etc) e veja quanto de sua receita é destinada a esses itens.
Analise também suas despesas com lazer, passeios, viagens, celular, TV a cabo, internet, presentes e outros gastos que podem ser cortados ou diminuídos. Muitas vezes, ao encarar os números, você se dá conta de que gastava muito mais do que imaginava e percebe que é possível poupar com um pouco de esforço e disciplina.
A família inteira precisará estar empenhada em economizar para poder resolver o problema maior: se livrar das contas em atraso. O objetivo é fazer sobrar dinheiro ao final do mês. E livre-se dos hábitos que te impedem de economizar.
Cada caso é único, então, sabendo o quanto sobra de sua renda todo mês, você consegue visualizar quanto pode pagar das dívidas, seja de uma vez ou mensalmente. Com essa informação, é possível negociar os valores devidos.
A negociação com os bancos pode ser feita online (por meio de mecanismos de internet banking) ou por telefone (pelo canal de atendimento ao cliente), além, é claro, de comparecer à agência para fazer uma proposta pessoalmente.
Durante a negociação, entenda qual será o desconto concedido sobre a dívida total. Geralmente, há bons descontos quando o pagamento é feito à vista. Se for parcelar, pergunte sobre os juros e lembre-se de que o valor deve caber em sua renda mensal, para que você possa pagar de forma tranquila e não deixar de viver.
As dívidas com maiores juros mensais (como as do cartão de crédito e as do cheque especial) devem ser pagas primeiro. Muitas vezes, nesses casos, é válido até recorrer a um empréstimo com juros mais baixos para se livrar desses juros abusivos, que estão entre os mais altos do mundo. Mas, lembre-se: para fazer esse tipo de escolha é válido contar com a orientação de um profissional que entenda bem sobre finanças.
Cada caso é um caso e, por isso, a ajuda de um especialista da área costuma ser fundamental nessas horas. Um consultor de finanças pessoais pode ser muito útil para ajudá-lo a definir as prioridades e criar um plano de ação de mão dupla: tanto para diminuir os gastos como para conseguir quitar as dívidas da melhor maneira possível. E a melhor maneira, é buscar uma plataforma de investimento para te auxiliar nessa jornada.
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Reflita sobre formas alternativas de aumentar a renda familiar. Desde vender doces até dar aulas de um idioma ou instrumento musical. Tudo o que você gosta e sabe fazer pode ser fonte de um dinheiro extra, que irá contribuir para que a família saia do vermelho.
Não viva sempre no limite de seu salário nem tenha um padrão de vida maior do que pode sustentar. Faça as contas, coloque metas e não gaste mais do que ganha por mês. Ter essa consciência é fundamental para conseguir pagar as dívidas já contraídas e não entrar em novas no futuro. Repense e saiba controlar gastos, poupe um pouquinho por mês para ter uma reserva financeira e para realizar seus objetivos no longo prazo.
E aí, vai encarar as dívidas? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião com a gente!